OK, sou médium, e agora?

Essa pergunta apareceu na minha cabeça há uns 14 anos quando me disseram que eu tinha mediunidade.

Aposto que essa pergunta deve povoar a mente das pessoas que são diagnosticadas com algum tipo de mediunidade. Aquelas que já são espíritas e até aquelas que não são podem ter essa mesma dúvida. E agora, o que faço?

Exercitar a mediunidade?

Estudar?

Essas perguntas são válidas, mas acabaram de despertar um problema anterior: tenho medo.

Como resolver esse problema?

Estaremos frente a frente com o desconhecido! O mundo dos mortos nos apavora, nos constrange, nos congela. Os que estão do outro lado estão me vendo agora, observando meus mínimos passos e pensamentos? O que fazer para controlar a ansiedade e o medo que nos atinge na boca do estômago?

Agora, outras questões surgem: as pessoas me chamarão de louco, de macumbeiro, de invocador, de tudo que é nome relacionado a religião e que não tem os conceitos corretos em se tratando de mediação de comunicação através dos diversos planos da existência.

A mediunidade, então, torna-se um estorvo, em vez de se tornar um meio de elevação e chance de resgatarmos mais rapidamente nossos débitos para com a contabilidade divina. Em nosso raciocínio mais curto, tendemos a escolher o que nos fará sofrer menos.

Tenho observado isso durante esses anos em que resolvi abraçar a filosofia, ciência e religião chamada Espiritismo. E o que tenho visto é a máxima que Jesus disse há mais de 2 mil anos: muitos os chamados, poucos os escolhidos…

Poucos têm potencial mediúnico diferenciado e menos ainda são aqueles que abraçam a tarefa da mediunidade com Jesus de modo completo, sem restrições ou imposições de vontade própria. Poucos são dóceis ao chamado do Divino Mestre e perdem a excelente oportunidade de galgar diversos graus que poderiam lhe trazer a paz espiritual e utilizam a mediunidade com outros fins menos dignos (isso quando não a colocam de lado e evitam qualquer menção em ajudar o próximo).

Porém, não pretendo falar sobre esses fatores inerentes à condição psicológica humana. Meu foco hoje é o “MEDO”

O medo é um importante mecanismo de sobrevivência. Se não tivéssemos esse controle interno, jamais teríamos chegado hoje, aqui. Foi por conta do medo que conseguimos descobrir muitas coisas e inventar outras tantas.

Temos como causas principais do medo:

– algo que não conhecemos;

– comportamento anterior ou fato atual que resultou num medo (fobias: medo de altura, de aglomerações, síndrome do pânico, etc.)

Em se tratando de Espíritos, o medo parece ser universal. Poucos têm a coragem de um Chico Xavier ou Divaldo Franco para transmitir as mensagens dos mortos. O que podemos aprender com eles? Não existe uma fórmula pronta e depende de cada indivíduo. Compilamos alguns passos básicos que ajudam a melhorar a resposta ao medo:

  1. Determinar o objetivo (lobo frontal – planejamento e razão – traz ordem ao caos e mantém a amígdala em cheque);
  2. Ensaio Mental ou visualização (à medida que você se vê na situação, quando se vê frente a ela, torna-se mais natural, porque é a “segunda vez que você vivencia, portanto, menos stress)
  3. Conversa interior (as palavras positivas ajudam a ultrapassar as palavras que vêm da amígdala – trocar maus pensamentos por bons pensamentos)
  4. Despertar do controle (centrada na respiração – lenta, compassada, relaxada – traz mais oxigênio para o cérebro)
  5. Prática do amor (o medo quebra a corrente em reuniões de desobsessão e materializações para cura
Então, caros amigos, o medo é importantíssimo para nossa sobrevivência e adaptação ao meio. Porém o medo excessivo só causa perturbações de todos os gêneros. Basta exercitar um pouquinho todo dia os passos acima listados a fim de melhorar cada vez mais como medianeiro entre os Espíritos e o ser humano…
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Doar com dignidade

Doar com dignidade

As tragédias causadas pelas chuvas causaram comoção geral. Isso mobilizou tanto doações de grandes empresas como de pessoas comuns.

Muitos se deslocaram para os locais das tragédias para cavar com as próprias mãos, outros foram para doar um cafezinho, lanchinho ou mesmo refeições inteiras. A TV não nos deixa mentir. Nessas horas que a força da comunidade e das pessoas são capazes de modificar uma realidade.

Doamos, de nossa parte, aquilo que é possível. Mas, na maior parte dos casos, doamos aquilo que nos sobra, não aquilo que nos fará falta, nosso lixo.

Sem pieguices ou menções a religiões, mas isso me fez lembrar o óbolo da viúva.

Fomos pessoalmente à Cruz Vermelha para ajudar a separar as roupas e preparar kits para os desabrigados.

Chegando lá, ficamos chocados com o estado físico dos prédios e casas. Caindo aos pedaços, com entulhos aos montes, sem o mínimo estado de conservação.

Encaminhados para fazer a separação de roupas (homem, mulher e criança), descreveremos, a seguir, o que constatamos com nossos próprios olhos. Mais de 80% das doações que vimos são itens inúteis, como:

cortina velha

capa de sofá

dois pedaços de pernas de calça jeans

chapéu de papai noel

interfone

restos de árvore de natal

fita K7 antiga

roupas rasgadas

retalhos

roupas com amarelo de suor

cuecas e calcinhas usadas

latas de colomba pascal

roupas mofadas

pés de meia sem o par correspondente

sacos com espuma dentro (ditos travesseiros)

guarda-chuva velho

pratos e copos quebrados

cabides velhos

roupas da moda dos anos 70

remédios vencidos

roupas pelo avesso

OVNIs – objetos de voluntários não identificados

Em contrapartida, vimos um pequeno saco com sapatos doados, amarrados, limpos, com a numeração do pé.

Acreditamos que isso não é exclusividade da Cruz Vermelha e certamente muitos outros locais como Defesa Civil, Guarda Municipal e Grupamento de Bombeiros devem receber essas mesmas coisas.

Sentimo-nos envergonhados em formar os kits com tanto lixo.

Os desabrigados realmente não têm nada. Com certeza receberão esses kits com a maior alegria.

Mas é preciso um pouco mais de dignidade. Essas pessoas já perderam tudo o que tinham, sem falar nos familiares.

Vão receber os nossos restos?

Gostaríamos de, com essa carta, ajudar a esclarecer as pessoas sobre as doações que elas fazem.

Se forem doar roupas, façam com cuidado, como se estivessem dando para um irmão ou parente. Que organizem as roupas por tamanho. Caso não saibam o que doar, veja aqui a lista.

Que não estejam destruídas. Que não sejam dos anos 70 (tanto da moda quanto em conservação). Que os pares de meia estejam casados e amarrados. Que as calcinhas e cuecas não sejam usadas. Em qualquer loja ou mesmo em Friburgo encontram-se peças íntimas masculinas e femininas ao custo de fábrica.

As doações de alimentos devem ser em kilos. Não adianta comprar sacos de 5Kg de arroz porque não tem como ser alocado num kit.

Itens muito escassos nos kits:

alimentos: sal, café, feijão

limpeza: absorvente íntimo, sabão em pó, álcool

Vamos, amigos, doar. Mas doar com dignidadade.

Conduta Espírita

CONDUTA ESPÍRITA

O livro Conduta Espírita (clique aqui para baixar) é o décimo terceiro livro da série “André Luiz”, cuja psicografia não inclui o médium Francisco Cândido Xavier. O livro é bem pequeno (55 páginas apenas) e um pequeno manual de como devemos nos comportar diante de diversos momentos da vida. Esses preceitos auxiliam a compreender os verdadeiros seguidores de Jesus. A distância entre nós mortais e aqueles que seguiram verdadeiramente o mestre é tão grande? O que nos diferencia dos reais seguidores do Cristo? Que desafios se apresentam a nós que tentamos empreender o caminho?

Não é possível enumerar as respostas para essas perguntas, porém é possível observar que características cada um desses seguidores tinham. E elas são bastante similares às nossas próprias características, uma vez que todos somos seres humanos em evolução. Querem ver?

Seja fiel nas pequenas coisas porque são nelas que a sua fortaleza reside. (Madre Teresa de Calcutá)

 

Não vale a pena ter liberdade se não incluir a liberdade de se cometer erros. (Mahatma Gandhi)

 

Três coisas são necessárias para a salvação de um homem: saber em quem deve acreditar, saber o que deve desejar e saber o que deve fazer. (S. Tomás de Aquino)

Eu tenho lidado com todas as coisas mundanas. Se Deus pode trabalhar através de mim, pode trabalhar através de qualquer um. (Francisco de Assis)

Uma vez que nos disponibilizamos para trabalhar com Deus, adivinhe em que capacidades nos apoiamos? (Nick Vujicic)

Se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas. (Chico Xavier)

Cala-te e ajuda (Frei Luiz)

A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento, pois aquele que tem o coração puro nem sequer pensa no mal. (Allan Kardec)

Ama a teu próximo como a ti mesmo. Aí reside toda a lei e todos os profetas. (Jesus)

Essa lista cresceria indefinidamente, porém é preciso que nos limitemos aos poucos exemplos dados acima.  Essas pessoas representam a busca que empreendemos fazer. Cada uma delas passou por dificuldades acerbas e eram tão humanas quantos nós. Então, dentro do nosso processo de aprendizagem é necessário que tenhamos “espelhos em quem possamos mirar”. Esses desafios são propostos todos os dias de nossas vidas e quase não os notamos. Esse é o movimento básico de evolução: perceber no dia-a-dia as nuances dos desafios espirituais e galgar cada dificuldade sem esmorecer. Perseverança, disciplina, compromisso. Essas 3 qualidades são requisitos básicos para o mandato mediúnico e de quem quer se propor a seguir Jesus. Para fechar, nada melhor do que o ensino do próprio Jesus:

Quem me segue, siga-me.

Quem me segue não anda nas trevas.

2010 vai começar…

Cada ano é um momento de recomeço e mudança, de planos e expectativas, de acertos e falhas. Então, pra gente querer que algo se realize, é preciso saber primeiro para onde se quer ir.

Então, aí vai a minha lista para 2010:
1) continuar minha rotina de exercícios físicos porque a alma sem um corpo sadio não pode ter paz;
2) reeditar um livro do Rocha Lima, pode ser o Mediunidade com Cristo para ajudar os médiuns do Lar de Frei Luiz com literatura apropriada para seu desenvolvimento espiritual;
3) conseguir desenvolver o meu projeto do MBA;
4) continuar minha meditação e aprimorar meus estudos espirituais;
5) ter cada vez mais disposição para brincar com meus filhos e estar sempre ao lado da mulher que escolhi para viver.

Eu queria fazer uma lista com 10 coisas, mas se eu conseguir essas 5, 2010 já será um ano magnífico!

Desejo a todos um grande ano! Vamos com tudo!

Semear para colher

Se semearmos um pensamento, hoje, colheremos uma ação amanhã. Se semearmos uma ação hoje, colheremos um hábito amanhã. Se semearmos um hábito hoje, colheremos um bom caráter amanhã. Se semearmos um bom caráter hoje, colheremos um destino amanhã. Você não perde muito se um dedo for tão danificado que precise ser cortado. O corpo pode ainda funcionar e ser um instrumento adequado. Mesmo se você perder um membro, você pode funcionar e se beneficiar com a ajuda de suas outras faculdades. Mas se você perder o seu caráter, então tudo estará perdido. A crise de caráter que está na raiz de todos os problemas, em toda parte, surgiu como uma conseqüência da negligência desse aspecto da educação. A sabedoria prospera quando o homem tem medo do vício e do erro e está ligado ao Divino.

Sathya Sai Baba

Ao nosso mestre, com carinho

Pai Francisco!

que o teu amor infinito pelas criaturas seja amparo nas horas de desespero e luz na escuridão.

A ti, querido pai espiritual, o nosso Amor.

Ciclos viciosos

Notadamente, vivemos em ciclos perversos de dramas obsessivos, doenças, manias e dependências (de pessoas, coisas, mundo exterior). Estamos cegos literalmente. A cegueira tanto pode ser nossa quanto induzida por um encarnado ou desencarnado (mormente em processos obsessivos). Por isso, entendemos o que Jesus quis dizer com “ cegos conduzindo cegos: ambos cairão no abismo”.

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Como reconhecer a nossa cegueira espiritual? Mais uma vez, recorremos às comparações de Jesus: reconhece-se a árvore pelos seus frutos. Internamente, vivenciamos problemas dos mais variados gêneros e eles são diretamente relacionados à ambição, desejo de poder, domínio, egoísmo, orgulho,cupidez, avareza, ganância… A nossa estrada que deveria ser de flores torna-se uma estrada cheia de obstáculos e perigos que nos espreitam os menores passos.

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Na sociedade ocidental, a doença é a maior indústria do mundo, é aquela que promove e gera mais riqueza, esta riqueza, é em parte usufruída por uns poucos milhares de pessoas, e a outra parte é investida de forma consecutiva na criação de novos “remédios” que venham atenuar os efeitos e os estragos que o remédio anterior provocou nos nossos corpos, e continuar a alimentar obviamente o sistema desta indústria. Outras das situações que geramos por desarmonia emocional é a necessidade compulsiva de aquisição de coisas, de toda a ordem e feitio, de Ter em vez de SER, o que nos dá temporariamente e de forma ilusória, a sensação de segurança e de poder. Porém, hoje em dia, como já é difícil SER alguém e, principalmente, TER alguma coisa, as pessoas estão preocupadas em PARECER. Parece que sei dençar, parece que sei reconhecer a verdade, parece que sou feliz. Quanta insanidade!

leapÉ a hora de dar o salto de mudança. O salto exige reconhecimento das forças, mas principalmente, reconhecimento das nossas limitações. Muitas vezes precisamos de novos ares mas desconhecemos o mares que queremos entrar. E aí, surgem dificuldades novas e desconhecidas, com o que não contávamos. E, para ultrapassar essa pequena mas importante fase, alguns requisitos necessários:

Cultivar a Saúde através dos pensamentos, palavras e ações

Promover a Paz

Amar sem apego e de forma incondicional

Sentir a integração em tudo que nos rodeia

Amar o próximo (realmente) como a Ti mesmo
(mas só consegues amar o próximo se te amares a ti mesmo)

Reaprender a Simplicidade em todas as facetas da nossa vida

Tudo aquilo que precisamos, a Terra tem abundância para todos, assim cada um encontre em si mesmo o sentido de justiça, de compartilhamento e de unicidade.

Para ilustrar um pouco mais essa história, vamos observar como os problemas e as nossas cruzes podem ser vistas. Mudar o ponto de vista é um fator crítico de sucesso na nossa empreitada diária chamada vida. É preciso entender como as dificuldades trazem sempre um novo tipo de aprendizagem. Podem acreditar: não existe um mal que não seja aproveitado. Todo o mal redundará num bem. O nosso destino é descobrir o Divino dentro de nós. Onde vive o Divino, a doença e o mal não mais se aproximam, apenas a bem-aventurança se manifesta em nós e no próximo.

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