Reforma Íntima – 1

Reforma Íntima.

Ô troço complicado.

Todo mundo fala mas ninguém sabe como faz.

Pior, quase ninguém faz.

Será que tem receita?

Catando nos livros, achei uma receita que ilustro com algumas fotos.

Vamos lá?

Ingredientes:

Postura de aprendiz: temos que estar abertos ao novo, ao inusitado, às novas descobertas (tanto internas quanto externas) e despirmo-nos dos preconceitos e posições egoístas. Enquanto não formos capazes de aceitar que estamos aprendendo o tempo inteiro, teremos dificuldades em aceitar o ponto de vista do mais experiente.

Observação de si mesmo: vivemos fugindo disso sempre. O pior é que sabemos exatamente como e o que somos. Não precisamos perguntar para ninguém. Vivemos numa fuga constante daquilo que somos ou fomos e não aceitamos o nosso todo. Observar-se a si mesmo invoca-nos o sentido de piedade e perdão, tão longe de nossa prática comum. No instante em que aceitarmos o lado negro de nossos Espíritos, seremos livres.

Renúncia: renunciar a comportamentos e vícios é uma das maiores barreiras das pessoas. Precisa dizer mais coisa?

Aceitar a sombra: a sombra faz parte da vida… não tem como fugir. Em determinado momento seremos confrontados por causa dessa realidade latente da alma. Entre fugir e resolver, melhor resolver!

Auto-perdão: Saber se conduzir é uma arte!

Post continua…

Ciclos Mediúnicos

A escolha de um centro espírita para desenvolvimento mediúnico requer bastante cuidado. Muitas vezes uma mediunidade estuante perde o equilíbro e degenera em obsessão por desconhecimento de quem procura ou por negligência, imperícia ou imprudência do corpo docente da casa.

Um dos fatores primordiais do serviço de orientação mediúnica é observar em que fase ou ciclo mediúnico determinada pessoa está. Entretanto, por diversas limitações (espaço físico, necessidade urgente de orientação mediúnica, dentre outros), o desenvolvimento dessa criatura pode não atingir o ponto ideal, o que exigirá maior preparo de quem fornece o curso e maior perseverança e paciência daquele que busca entender seus potenciais mediúnicos.

Os ciclos mediúnicos dividem-se, basicamente, em:

1º Ciclo –  Até os  7  anos. Nos primeiros  anos  de  vida  o  Espírito que reencarnou ainda guarda impressões  do mundo espiritual, seu espírito é leve, solto,  sem  preocupações, nem  responsabilidades, e demonstra apenas traços dos caracteres da personalidade que adquirirá. Não  confundir  com tendências e manias que devem  ser  lapidadas  pela  educação  que  os  pais  ou responsáveis lhe fornecerão. Normalmente  a  criança  é muito  sensível a até  vê seres do plano  espiritual. Neste período é imprescindível que ela participe de atividades de Evangelização.

2º Ciclo – Até os 18 anos. Neste período o espírito já mostra a sua personalidade, sua hipófise e as outras glândulas se encontram em plena atividade, e o jovem sofre muita influência do plano espiritual. A partir dos dezoito anos, sem desprezar as atividades de estudo e trabalho da vida cotidiana, este jovem pode ser orientado a iniciar-se na tarefa mediúnica. Lembrando sempre que o afloramento mediúnico é de caráter individual.

3º Ciclo – Até os 25 anos. Esta é uma ótima fase para o desenvolvimento de tarefa mediúnica, para se abraçar um serviço fraterno baseado na prática da caridade material e espiritual, para se aprofundar nos estudos doutrinários e Evangélicos.

4º Ciclo – Após os 25 anos todas as faculdades mediúnicas, dos médiuns que foram bem orientados, são plenas e frutíferas nas diversas searas do trabalho mediúnico. Há aí um afrouxamento dos laços perispirituais. Nesta fase esperamos que as arestas da personalidade já tenham sido lapidadas, que o Ser esteja equilibrado e atuante, sabedor das leis naturais, e procurando melhorar-se a cada dia, pois o desenvolvimento do espírito não cessa, a evolução é lei Divina, e sempre teremos o que aprender. Após os 55 anos, depois de  anos de trabalho e aprendizado, o espírito encontra-se na sua plenitude mediúnica.

Portanto, como se pode ver, a mediunidade é algo que deve ser trabalhado com persistência e perseverança. As qualidades advindas desse exercício diário dão ao médium uma oportunidade de vislumbrar determinados aspectos da espiritualidade que, de outra forma, não seria possível. Falta-nos perceber que a idade cronológica é diferente da idade mental e mais ainda da idade espiritual. O caminho a ser trilhado deve necessariamente passar por esse entendimento a fim de que não se perca uma grande chance de evolução espiritual.

Aos médiuns de diversas idades, é imperioso o esforço focado, concentrado, mas principalmente, o exercício pleno da caridade que se constitui a verdadeira porta da nossa salvação como espíritos endividados.

E Jesus alerta: “A porta é estreita”…