Jamais nos entregarmos às forças trevosas

160 Reunião de Materialização, no Santuário de Frei Luiz, comemorativa do aniversário de nascimento de Frei Luiz – 29 de junho de 1872 – Merienfeld – Alemanha (quinta-feira, 29 de junho de 2967)

Presentes: 64 irmãos e 10 criancinhas do Lar de Frei Luiz

A trombeta ascende lentamente, faz diversas circunvoluções no alto procurando o microfone. Ouve-se a voz pausada e agradável de Padre Zabeu:

– Boa noite, meus irmãozinhos!

Que a paz esteja com todos! Que a Paz reine no Vietnã, no Oriente Médio e em toda parte do mundo!

– Meu irmão, hoje é uma noite de grande alegria para nós!

Porque aqui, junto de nós estão as criancinhas. Elas representam para nós todos, para todos vocês que aqui estão, a grande missão, a grande tarefa na Terra, porque nós estamos presos às criancinhas, visto que temos de ajudá-las, orientá-las, ensinando-lhes o caminho do Bem. Ensiná-las a amar a Deus e a todos os seus irmãos. Porque, meus irmãos, não adianta só o pão, é preciso também o carinho e o amor! Nós temos que tratá-las como nossos filhos porque é esta nossa missão. Jesus e nosso Pai dar-nos-ão forças para este fim. Frei Luiz está satisfeito com todos pela boa vontade que têm demonstrado! E hoje ele pede como presente de todos vocês a ele, muito trabalho, muito carinho pelas crianças. Vocês dando a estes pequeninos, estarão dando a Frei Luiz, a Jesus, a nosso Pai.

Portanto, meus irmãos, nesta noite, todos digam consigo mesmos: -“Jamais abandonarei estes pequeninos, custe o que custar, estarei sempre com este Grupo, cooperando no Lar de Frei Luiz!”

-Nosso irmão Presidente, eu tenho uma revelação para você!

– Uma revelação para mim (Luiz da Rocha Lima pergunta)

– Sim, seu amor pelos pequeninos é muito grande! e assim, todo este sacrifício não foi em vão! A você será permitido reencarnar muitas vezes, e muitas vezes dirigir aquele Lar! Meu irmão, continue com este amor, com esta dedicação, para que seus irmãozinhos que o acompanham nesta grande missão procurem seguir o seu exemplo, para que possamos criar meios capazes de amparar as criancinhas como você tem feito e tomar seu exemplo! Esta é a grande missão de todos vocês! Graças a Deus! Meus irmãos, que Jesus abençoe a todos vocês para continuar nesta missão tão laboriosa de educar todos estes pequeninos porque eles precisam de vocês! de todos vocês!

– Estarei sempre pronto para reencarnar com esta missão de ajudá-los!

– Graças a Deus! Boa noite meus irmãos. Que Deus ampare a todos vocês!

A trombeta vai até o teto e vem se postar no mesmo lugar que ocupava anteriromente.

As forças trevosas nos atacaram, mas nossa reação carreava para nós o auxílio espiritual. No auge dos ataques, diante da incompreensão de irmãos, nós procurávamos compreendê-los, visando à Obra, acima de tudo na nossa vida.

E nestes instantes mais cruciantes, nos assomavam os conselhos de Frei Luiz:

Jamais nos entregarmos às forças trevosas

Feliz aniversário, querido amigo!

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OK, sou médium, e agora?

Essa pergunta apareceu na minha cabeça há uns 14 anos quando me disseram que eu tinha mediunidade.

Aposto que essa pergunta deve povoar a mente das pessoas que são diagnosticadas com algum tipo de mediunidade. Aquelas que já são espíritas e até aquelas que não são podem ter essa mesma dúvida. E agora, o que faço?

Exercitar a mediunidade?

Estudar?

Essas perguntas são válidas, mas acabaram de despertar um problema anterior: tenho medo.

Como resolver esse problema?

Estaremos frente a frente com o desconhecido! O mundo dos mortos nos apavora, nos constrange, nos congela. Os que estão do outro lado estão me vendo agora, observando meus mínimos passos e pensamentos? O que fazer para controlar a ansiedade e o medo que nos atinge na boca do estômago?

Agora, outras questões surgem: as pessoas me chamarão de louco, de macumbeiro, de invocador, de tudo que é nome relacionado a religião e que não tem os conceitos corretos em se tratando de mediação de comunicação através dos diversos planos da existência.

A mediunidade, então, torna-se um estorvo, em vez de se tornar um meio de elevação e chance de resgatarmos mais rapidamente nossos débitos para com a contabilidade divina. Em nosso raciocínio mais curto, tendemos a escolher o que nos fará sofrer menos.

Tenho observado isso durante esses anos em que resolvi abraçar a filosofia, ciência e religião chamada Espiritismo. E o que tenho visto é a máxima que Jesus disse há mais de 2 mil anos: muitos os chamados, poucos os escolhidos…

Poucos têm potencial mediúnico diferenciado e menos ainda são aqueles que abraçam a tarefa da mediunidade com Jesus de modo completo, sem restrições ou imposições de vontade própria. Poucos são dóceis ao chamado do Divino Mestre e perdem a excelente oportunidade de galgar diversos graus que poderiam lhe trazer a paz espiritual e utilizam a mediunidade com outros fins menos dignos (isso quando não a colocam de lado e evitam qualquer menção em ajudar o próximo).

Porém, não pretendo falar sobre esses fatores inerentes à condição psicológica humana. Meu foco hoje é o “MEDO”

O medo é um importante mecanismo de sobrevivência. Se não tivéssemos esse controle interno, jamais teríamos chegado hoje, aqui. Foi por conta do medo que conseguimos descobrir muitas coisas e inventar outras tantas.

Temos como causas principais do medo:

– algo que não conhecemos;

– comportamento anterior ou fato atual que resultou num medo (fobias: medo de altura, de aglomerações, síndrome do pânico, etc.)

Em se tratando de Espíritos, o medo parece ser universal. Poucos têm a coragem de um Chico Xavier ou Divaldo Franco para transmitir as mensagens dos mortos. O que podemos aprender com eles? Não existe uma fórmula pronta e depende de cada indivíduo. Compilamos alguns passos básicos que ajudam a melhorar a resposta ao medo:

  1. Determinar o objetivo (lobo frontal – planejamento e razão – traz ordem ao caos e mantém a amígdala em cheque);
  2. Ensaio Mental ou visualização (à medida que você se vê na situação, quando se vê frente a ela, torna-se mais natural, porque é a “segunda vez que você vivencia, portanto, menos stress)
  3. Conversa interior (as palavras positivas ajudam a ultrapassar as palavras que vêm da amígdala – trocar maus pensamentos por bons pensamentos)
  4. Despertar do controle (centrada na respiração – lenta, compassada, relaxada – traz mais oxigênio para o cérebro)
  5. Prática do amor (o medo quebra a corrente em reuniões de desobsessão e materializações para cura
Então, caros amigos, o medo é importantíssimo para nossa sobrevivência e adaptação ao meio. Porém o medo excessivo só causa perturbações de todos os gêneros. Basta exercitar um pouquinho todo dia os passos acima listados a fim de melhorar cada vez mais como medianeiro entre os Espíritos e o ser humano…