Passe: o magnetismo espírita, teoria e prática

No último encontro de orientação mediúnica, apresentamos um vídeo do Jacob Mello, grande orador e escritor espírita, que explica o magnetismo espírita baseando-se nas obras de Allan Kardec. Depois dessa apresentação magnífica, ele demonstra um tipo de passe para a doença que já se tornou pandemia: a depressão. Segundo ele, a ONU divulgou uma pesquisa que afirma que a depressão atingirá 20% da população mundial. É um número assustador, já que nenhuma doença em toda a história da humanidade atingiu tal patamar.

É por isso que é cada vez mais necessário divulgar essas informações. A depressão é uma doença CURÁVEL! O uso do magnetismo através dos passes e o tratamento médico, bem como a Evangelhoterapia são de extrema valia. Aproveitemos esses conhecimentos para o nosso próprio bem.

Abaixo o link para a palestra:

Para quem quiser se aprofundar um pouco mais, tem esse livro (do mesmo autor) que explica detidamente o assunto:

Jacob Mello-O-Passe

A energia que contagia

A força de um grupo é mais importante que o talento de um só. Talvez isso explique (em parte) porque Jesus buscou Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu; Simão o Zelote, e Judas Iscariotes como seus discípulos.

O Lar de Frei Luiz tem buscado, através das reuniões públicas, levar auxílio e lenitivo para aqueles que padecem de dores físicas, morais ou espirituais. A força do conjunto tem ajudado milhares de pessoas toda semana. E isso é o que tem sustentado a mini cidade do Amor durante todos esses anos. É o AMOR e a vontade de ajudar que anima o grupo formado por tantos médiuns.

A força, a prece, a união e o desejo de fazer o bem são os motores que fazem com que a Obra permaneça desempenhando seu objetivo. Porém, muitas vezes, não é tarefa fácil conduzir o trabalho. O presidente e os dirigentes de uma casa espírita são constantemente atacados por entidades espirituais e pior, por seus confrades. A crítica é sempre saudável, o que não pode haver é cisão, divisão, porque a força outrora reunida se perde. Entretanto, uma coisa é totalmente certa: que não se desdenhe da proteção e direcionamento de Frei Luiz e de todas as entidades espirituais que estão no comando do Lar. O barco não está abandonado. Se acontecem problemas e disputas, elas são inteiramente humanas, não sendo referendadas pelas entidades. Eles só deixam que aconteça para que haja um aprendizado. No momento em que existir a possibilidade de descaminho ou que prejudique a Obra, eles interferem pois tem meios de fazer isso. Portanto, não desdenhem da proteção e direção espiritual de Frei Luiz! Eu relato isso pois na reunião de orientação mediúnica do dia 7 de junho de 2009, nós falamos sobre a proteção e a direção dos trabalhos espirituais efetuados por Frei Luiz e as entidades responsáveis e que, acima deles, estava Jesus. Isso foi confirmado nas vidências da mesma reunião, no Salão Principal, através da psicografia, onde uma entidade espiritual disse (não exatamente nessas mesmas palavras): “Este local está protegido e não achem que ele está sem um comandante. Esse local é dirigido por Frei Luiz!”.

A força do grupo é importantíssima, mas muito pouco ou nada é efetuado sem um comando, sem uma direção. E é por isso que nós mostramos o vídeo abaixo a fim de estimular a força do grupo sem esquecer que existe sempre uma força potente que direciona.

Como podem ver, até o mundo corporativo está percebendo isso. Para que um trabalho seja feito, é necessário preparação, treino, errar e acertar (felizmente existem os professores para nos corrigir!) e, finalmente, botar a mão na massa.

Essa é a nossa tarefa: colocar força e energia no nosso trabalho. A mudança nos outros começa em NÓS!

 

Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu;
Simão o Zelote, e Judas Iscariote

Por que se reunir para se desenvolver mediunicamente?

Por que devemos nos reunir para fazer o desenvolvimento mediúnico?

 

sozinho

Por que nos reunirmos? Por que nos desviarmos de nossas ocupações? Não pode cada um fazer em particular aquilo que nos propomos fazer em comum? Não o faz cada um pelos seus? Não o pode fazer diariamente todos os dias e à cada hora? Qual, então, a utilidade de assim se reunir num dia determinado? Uma possível resposta para esse questionamento é a COMUNHÃO DE PENSAMENTOS. Comunhão de pensamentos. Será que nós compreendemos bem todo o alcance desta expressão? Comunhão quer dizer pensamento comum, unidade de intenção, de vontade, de desejo, de aspiração. Pensamento é força. O pensamento é o atributo característico do ser espiritual; é o que distingue o espírito da matéria. A vontade não é um atributo especial do espírito; é o pensamento chegado a um certo grau de energia, é o pensamento transformado em força motriz.

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“O pensamento age sobre os fluídos ambientes, como o som sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Podemos afirmar com toda a verdade que há nesses fluidos ondas e raios de pensamento que se cruzam sem se confundir, como há no ar ondas e raios sonoros.”

Allan Kardec

Confirmamos essa informação de Kardec no livro “Cartas de uma morta”, onde a mãe do nosso querido Chico Xavier, no capítulo 75, relata:

(…) Fixando atentamente o quadro, notei que filamentos estranhos, em posição vertical, se entrelaçavam nas vastidões sem se confundirem. Não haviam dois iguais e as suas cores variavam do escuro ao mais brilhante. Alguns se apagavam, mas outros se acendiam em extraordinária sucessão e todos eram possuídos de movimento natural, sem uniformidade em suas particularidades.

- “Esses filamentos” – disse-me com bondade – “são os pensamentos emitidos por personalidades encarnadas; são reflexos cheios de vida, através dos quais podemos avaliar os cérebros que os transmitem. Aos poucos conhecerás quais são os da concupiscência, os da maldade, os da pureza, os do amor ao próximo. 

Esses raros, que aí vês e que se caracterizam pela sua alvura fulgurante, são os emitidos pela virtude e quando nos colocamos em imediata relação com uma destas manifestações, que nos chegam dos espíritos da Terra, o contacto direto se verifica entre nós e a individualidade que nos interessa”

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Uma assembléia é um foco onde irradiam pensamentos diversos; é como uma orquestra, um coro de pensamentos onde cada um produz a sua nota. Disto resulta uma porção de correntes e de eflúvios fluídicos dos quais cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição. Se o conjunto for harmônico a impressão é agradável; se for discordante, a impressão será penosa. Ora, por isto, é necessário que o pensamento seja formulado em palavras; a radiação fluídica não deixa de existir, quer seja, ou não expressa.

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Se o pensamento coletivo adquire força pelo número, um conjunto de pensamentos idênticos, tendo o bem por objetivo, terá mais força para neutralizar a ação dos maus Espíritos. Também vemos que a tática destes últimos é levar à divisão e ao isolamento. Sozinho, um homem pode sucumbir, ao passo que se sua vontade for corroborada por outras vontades, ele poderá resistir, conforme o axioma: A união faz a força, axioma verdadeiro, tanto no moral quanto no físico. Assim, pela comunhão de pensamentos, os homens se assistem entre si e, ao mesmo tempo, assistem os Espíritos e são por estes assistidos. As relações do mundo visível e do mundo invisível não são mais individuais, são coletivas e, por isto mesmo, mais poderosas em proveito das massas, como no do indivíduos. Numa palavra, estabelece a solidariedade, que é a base da fraternidade. Ninguém trabalha para si só, mas para todos; e trabalhando para todos, cada um aí encontra a sua parte. É o que o egoísmo não compreende. 
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Por que se reunir? É aí, com efeito, que podem e devem exercer toda a sua força, porque o objetivo deve ser o desligamento do pensamento do domínio da matéria. Infelizmente a maioria se afasta deste princípio, à medida que tornam a religião uma questão de forma. Aí entram as fórmulas e os dogmas.
O que Jesus quis dizer quando falou: “onde estiverem dois ou mais reunidos em meu nome, ali eu estarei”? Reunidos em meu nome, isto é, com um pensamento comum!!
Se perguntarmos para um monte de gente: “que horas são?”, obteremos diversas respostas. Se nem os relógios estão síncronos, imaginem aqueles que dizem professar os mesmos preceitos religiosos!
Se as assembléias religiosas muitas vezes se afastaram de seu objetivo principal, que é a comunhão fraterna do pensamento; se o ensino que aí é dado nem sempre seguiu o movimento progressivo da humanidade, é que os homens não cumprem todos os progressos ao mesmo tempo. Saibamos, pois, esperar, e não peçamos a uma época mais do que ela pode dar. Como as plantas, é preciso que as idéias amadureçam para colher os frutos.
Tirando algumas frases minhas e as imagens captadas na Internet, é dever de consciência dar crédito à fonte. Esse texto foi tirado da Revista Espírita, um discurso de Allan Kardec no dia de finados, feito no cemitério em Paris! 
Portanto, entendemos como o estudo é imprescindível; mas, mais do que isso, é preciso contextualizar as informações. É por isso que a Doutrina Espírita é inédita em sua forma e conteúdo, porque ultrapassa barreiras temporais e seus conceitos são totalmente atuais. Já que é assim, vamos aproveitar e USAR isso em nosso favor e no auxílio e esclarecimento ao próximo.
Abraços!
Comunhão de pensamentos. Compreendemos bem todo o alcance desta expressão?
Comunhão quer dizer pensamento comum, unidade de intenção, de vontade, de desejo, de aspiração. Pensamento é força

Qual o caminho a seguir na mediunidade?

Qual o caminho a seguir na mediunidade?

caminho

Pode não parecer, mas essa pergunta fica na cabeça de todos aqueles que tem determinado grau de percepção extra-sensorial. Qual o caminho que devo seguir? Por que tenho que desenvolver a mediunidade? O que posso fazer com esse dom para o meu avanço espiritual?

Essas perguntas são muito coerentes e têm respostas, porém, o mais importante é saber COMO proceder em relação a essa capacidade concedida pela onipotência divina. 

Existem 3 requisitos básicos para que a mediunidade seja um bem e não um estorvo para seu detentor:

humildade

A primeira qualidade a ser desenvolvida é a HUMILDADE. Humildade vem do Latim humus que significa “filhos da terra“. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

obediencia

A segunda qualidade a ser observada pelo detentor da mediunidade é a OBEDIÊNCIA. A obediência (do latim obedire = obedecer) pode ser classificada como uma das virtudes e se define como um comportamento pelo qual uma pessoa aceita as ordens dadas por outra pessoa.

disciplina

Finalmente, a terceira qualidade importante para os médiuns é a DISCIPLINA. Disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra “discípulo”, que significa “aquele que segue”. Nesse ínterim, lembramos da passagem na qual o nosso querido Chico Xavier se apresenta para o trabalho na mediunidade junto a Emmanuel requisitando sua proteção no exercício do trabalho de intercâmbio e pergunta o que é preciso para desempenhar tal tarefa. Emmanuel asseverou 3 requisitos:

- Disciplina, disciplina e disciplina!

Sabemos que a disciplina é um componente principal na execução de qualquer tarefa na vida, porém essa afirmação veemente do Espírito guia de Chico tem uma visão muito mais profunda. Creio, pessoalmente, que Emmanuel tenha querido dizer:

  • Disciplina material;
  • Disciplina mental;
  • Disciplina espiritual.

Vemos nessa recomendação de Emmanuel ao seu médium uma enorme sabedoria, porque é muito difícil conseguir desenvolvimento na atividade mediúnica sem ter disciplina nesses 3 aspectos. Eles estão intimamente ligados uns aos outros e se auto-influenciam constantemente! 

E aí, buscamos no Evangelho o maior exemplo para conseguir desempenhar-se bem nesse desiderato: o exemplo de Jesus que, ao lavar os pés dos seus apóstolos, demonstra as 3 qualidades básicas do médium: humildade, obediência e disciplina.
12apostolos
Muitos obstáculos se apresentarão ao médium durante sua jornada e os principais são:
1 – ele mesmo;
2 – a organização espírita.
Todos sabemos dos nossos defeitos, não precisamos repetir essa velha ladainha. Já a organização espírita exerce um papel bastante importante no desenvolvimento dos médiuns. Porém, toda organização é constituída de indivíduos e esses, por padrão, têm seus defeitos. Estar numa organização espírita não nos exime do passado delituoso, bem como das nossas conquistas maiores no campo do Bem. E sob uma mesma bandeira, é necessário seguir determinadas ordens. Em muitos lugares é possível observar que nem todas as ordens são seguidas por seus adeptos. Vai da consciência de cada componente manter um estado de convivência saudável, mas se isso não acontece, a espiritualidade inferior se aproveita dessas brechas e impõe a dúvida, a mentira, a influência negativa. 
E aí vale sempre relembrar a recomendação do Mestre: “Orai e vigiai”.
Os Espíritos que se manifestam no Lar de Frei Luiz (mormente os responsáveis por aquele Lar) afirmam: “A OBRA ESTÁ ACIMA DE TUDO”.
Temos que estar cientes que essa obra está sendo bem conduzida e seu destino está traçado, simplesmente porque ela tem um dono:
jesus
Assim, meus amigos, estaremos construindo um futuro espiritual magnífico. Está em nossas mãos.
Humildade vem do Latim humus que significa “filhos da terra”. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Causas e consequências das influências energéticas do bem e do mal

Causas e consequências das influências energéticas do bem e do mal

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O fenômeno da mediunidade está sujeito às influências energéticas dos Espíritos ligados ao bem ou dos Espíritos ligados ao mal. Essa ordem de influências determinará o panorama básico da manifestação em si bem como o desenrolar do evento e os resquícios que restarão do intercâmbio espiritual. 

Mas, para entender profundamente a questão do nível de influências, é necessário antes saber como essas influências espirituais se estabelecem e qual a parcela de responsabilidade do médium no momento de uma comunicação espiritual. É sabido que o principal componente de atração entre encarnados e desencarnados chama-se SINTONIA. Se eu mexo no sintonizador do meu rádio para captar determinado programa, eu estou estabelecendo uma sintonia. Ao me deparar com o som que me agrada, eu ali fico curtindo o som até que eu me canse e desligue ou mude de estação em busca de nova audição. Nesse sentido, não é demais afirmar que, ao longo do tempo, meu processo de afinidade com determinada estação me fará conhecedor profundo da qualidade de som, dos apresentadores, das vinhetas e das músicas que ali tocam. Isso significa que eu me tornei um expert naquela rádio, podendo tornar-me um divulgador. Nesse instante, aquela rádio tornou-me um seguidor dela. 

O que tudo isso tem a ver com a mediunidade? Nossa afinidade com determinada faixa vibratória vai nos colocar em contato com espíritos que fazem estágio na alegria, na dor, na indiferença, na ignorância, no amor, no bem ou no mal. Toda a sorte de acontecimentos se dará, daí em diante, seguindo os ritmos consoantes com as características específicas de cada um desses sentimentos.

Determinismo e Livre-arbítrio

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O Determinismo é a doutrina que afirma serem todos os acontecimentos, inclusive vontades e escolhas humanas, causados por acontecimentos anteriores, ou seja, o homem é fruto direto do meio, logo, destituído de liberdade total de decidir e de influir nos fenômenos em que toma parte, existe liberdade , mas esta liberdade condicionada a natureza do evento em um determinado instante.

Já a doutrina oposta é a do livre-arbítrio, que declara a vontade humana livre para tomar decisões e determinar suas ações. Diante de várias opções oferecidas por uma situação real, o homem poderia escolher uma racionalmente e agir livremente de acordo com a escolha feita (ou não agir, se o quisesse).

O gráfico acima representa claramente a capacidade de escolha do indivíduo. Essa capacidade aumenta à medida que ele tem maior nível de responsabilidade. Os acontecimentos funestos da vida presente podem ser (e geralmente são) resultado de mal uso da nossa capacidade de decidir. O mal uso do livre-arbítrio gera forçosamente um determinismo pois existe uma grande lei universal que rege desde o funcionamento dos átomos até os movimentos celestes: ORDEM! Essa ordem independe de tempo e espaço e os fluxos que se opoem a essa força são trazidos aos eixos por uma atração irresistível a fim de se recolocar em ORDEM aquilo que foi tirado do lugar. Essa lei é inexorável e vale para qualquer ponto do universo. Portanto, Deus não é culpado nem sobre a dor, muito menos sobre a alegria de um ser humano. Ele paira sobre as aparências e ilusões desse planeta à espera do nosso aumento de consciência.

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Einstein fez uma mudança radical no pensamento científico no início do século XX. Com sua Teoria da Relatividade ele ultrapassou a física mecânica de Newton e os grandes avanços na Ciência são devidos ao seu esforço e trabalho. Se fôssemos analisar os grandes feitos de Einstein, poderíamos atribuir a ele os malefícios ou benefícios de suas descobertas? Os benefícios ou malefícios são característicos daqueles que se utilizam de um determinado conhecimento ou artefato. Assim, podemos concluir com muita clareza que o mal ou o bem residem em nós mesmos e que só daremos vazão às influências benéficas ou maléficas se assim o quisermos. Por mais influências que os Espíritos exerçam sobre os médiuns, esses (e não aqueles) têm maior responsabilidade sobre seus atos. É óbvio que cada Espírito terá sua cota de acordo com a parte que lhe toca, porém aquele que exerce a ação será objeto de maiores problemas no futuro. 

Os escândalos são resultado dos vícios e imperfeições, más ações, com ou sem repercussão, consequência efetiva do mal moral, sendo necessários para que os Homens se punam em contado com seus próprios vícios, constituindo-se castigo para uns e provas para outros. Avisa-nos de que Deus faz sair o bem do mal e até as coisas más ou desagradáveis são aproveitadas. 

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O ser humano tem 3 características que o distingue dos animais:

- Pensar;

- Querer;

- Agir.

Quantas vezes agimos sem pensar? É nesse instante que a nossa inferioridade espiritual fala mais alto e construímos a ponte que nos liga aos erros e ao determinismo. No instante em que usarmos a mente com seu total potencial, tomaremos conta e exerceremos domínio sobre o nosso presente e futuro espirituais. 

Em vosso nível, é livre a escolha dos atos e dos caminhos; livre a colocação das causas (…). No entanto, não é livre a escolha da série de reações e dos efeitos, pois esta é inexoravelmente imposta pela Lei. Cada escolha vos prende ou liberta. O poder de escolher e de dominar aumenta com a capacidade e com o merecimento, que lhe garantem o bom uso. Dessa forma, o determinismo da matéria gradualmente evolui para o livre-arbítrio da consciência, à proporção que esta se desenvolve.

Pietro Ubaldi – A Grande Síntese

O que aprendi com Susan Boyle…

O que aprendi com Susan Boyle…

Na semana passada vimos um vídeo do programa “Britains got talent” (o equivalente ao programa “Ídolos”) e que está bombando na Internet. O vídeo que tinha 4 milhões de page views no Youtube já atingiu a marca de 100 milhões de visualizações! 

A moça, coitada, já até recebeu proposta de empresa de filme pornô para fazer um filme, uma vez que se especula que ela é virgem e nunca beijou um homem sequer na boca. Vê-se rapidamente como existem pessoas que estão espreitando para pegar carona na busca do dinheiro e do sucesso.

Enfim, tirando essas coisas, o que esse vídeo nos ensina de verdade?

As pessoas gostam de ver vídeos assim porque é uma prova cabal de que SER é mais importante que TER. Elas vibram com isso porque se sentem na pele dela, é como uma de nós, venceu.  Se você perguntar para alguém porque gostou do vídeo, a pessoa vai responder: “gostei porque ela era feia, ninguém deu bola pra ela e ela foi lá e arrasou!”  A história dela traz à tona uma mensagem embutida que nem todo mundo percebe. Essa história se repete desde a Grécia antiga até os tempos medievais, onde ficou com a cara mais ou menos de hoje. A Susan Boyle é a mais nova Cinderela do pedaço. A palavra Cinderela é sinônimo daqueles que tem atributos ou características não reconhecidas que atingem de forma inesperada reconhecimento ou sucesso após um período de obscuridade.  Essa história nos ensina muitas coisas. Mostra-nos como menosprezamos os melhores talentos dos nossos filhos porque queremos que eles estudem nas escolas mais caras e fortes para serem médicos, engenheiros, advogados famosos, cheios de dinheiro. Ensina-nos que é melhor fazer aquilo que nascemos pra fazer (nosso dharma, em vez de karma) em vez do que ter grana. Mostra-nos com a sutileza de um tapa de pelica que não corremos atrás do nosso próprio sonho. Essa história nos ensina que é preciso voltar a sonhar, voltar a ter coragem, a arriscar. Na prática, a Susan Boyle teve coragem de arriscar e correu atrás do seu sonho. Acaba que as pessoas vibram porque é como se elas estivessem realizando o próprio sonho. Nós esquecemos que temos talentos e dons e não os colocamos em ação. Nós não tiramos da cabeça e o colocamos no coração por causa do medo e do julgamento exterior. Ficamos no nosso dia-a-dia com medos e poderemos justificar o nosso fracasso pessoal e nossa mediocridade individual como sendo inevitáveis – são o nosso destino. “Não preciso melhorar, a culpa não é minha: a culpa é do Lula, é de todo mundo”. Meu professor na pós falava muito isso: nós temos mania de dizer que o “inferno são os outros”. Susan mostrou que é possível. De algum jeito o seu sucesso incomoda, porque obrigará as pessoas a se mexerem e a se auto-avaliarem. Incomoda porque, se temos tudo para dar certo e não damos, muito provavelmente alguém está errado: nós mesmos.

E, o mais interessante de tudo é que ela foi jugada por 3 experts em música. Por nossa vez, seremos julgados pela nossa própria consciência, que é a presença divina em nós. Pobre de quem teve medo de correr os riscos. “Talvez nunca nos decepcionemos, nem tenhamos desilusões, nem soframos como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olharmos para trás – porque sempre olhamos para trás – escutaremos o coração dizendo: “o que fizeste com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida”.

Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado.

Processo de aprendizagem na atividade mediúnica

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O processo de aprendizagem na atividade mediúnica é dinâmico. Por ter essa característica, o médium muitas vezes não tem parâmetros para decidir qual o procedimento deve ser tomado em determinada circunstância. A inexperiência frente a fatos espirituais e seus mecanismos pode fazer com que o médium erre com maior frequência, pois seus parâmetros são mais baseados na vida material, de sorte que o problema torna-se um pouco mais difícil de ser resolvido.

Porém, é importante perceber que o aprendizado envolve o entendimento de alguns pontos. Qual a finalidade de se efetuar o desenvolvimentos dos dons mediúnicos? Quais as dificuldades e inconvenientes que devem ser evitados? Cada pessoa poderá ter uma resposta para essas perguntas, porém, elas poderão concordar na maior parte das vezes. A finalidade do desenvolvimento dos dons mediúnicos é o exercício da caridade. É fazer com que o dom torne-se fator de multiplicação na contabilidade divina, onde aquele que menos tem seja auxiliado por aquele que mais possui.

Entretanto, o exercício da mediunidade é cercado de inconvenientes e esses se aproveitam dos piores defeitos do ser humano: egoísmo e orgulho.

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O Espiritismo é fácil? Para fazer as coisas mais simples, temos de aprender a fazê-las e adquirir treinamento na prática. Mas, quando se trata de Espiritismo, muita gente pensa que basta assistir algumas sessões para poder fazer tudo e dentro de pouco tempo tornar-se mestre no assunto. Para ilustrar esse caso, eu sempre me utilizo da capacidade do esquimó em diferenciar os tons de branco na imensidão do Ártico. Porém, como podem ver, mesmo sabendo distinguir as centenas de tons de branco, mesmo o esquimó pode se tornar presa fácil de um predador.

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Portanto, para se evitar determinados inconvenientes da prática espiritual, é necessário ESTUDAR SEMPRE. O Espiritismo não pode se prender à busca incessante de justificativa científica para se estabelecer como doutrina religiosa, e sim, se apoiar nos postulados que fazem parte da base que apóia esses imensos conhecimentos. E esses conhecimentos encontram porto seguro em Allan Kardec e Francisco Cândido Xavier (médium através do qual inúmeras entidades trouxeram páginas de ensino e alívio).

Tomamos isso como base porque os mecanismos de aprendizagem atuais, tanto na vida material quanto espiritual, envolvem a pesquisa em inúmeras fontes. E a televisão é uma fonte enorme de materiais para estudo. É importante estudar sempre para termos alguns parâmetros para decidir aquilo que pode ser usado daquilo que não serve.

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O Espiritismo, como ensinava Kardec, é um campo de atividades difíceis, complicadas, melindrosas, exigindo dos seus praticantes conhecimento seguro de sua natureza e finalidade, de suas possibilidades e dificuldades. Por isso muita gente fracassa na prática espírita, caindo em situações confusas, ensinando aos outros uma porção de coisas erradas, trocando as mãos pelos pés e escorregando sem perceber em obsessões e fascinações. Por isso, é importante usar sempre o bom senso e o equilíbrio!

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Elementos de equilíbrio:
Força, dedicação, exercício, coragem, discernimento, moderação, prudência, controle, base, igualdade entre forças opostas (dicotomia: dia/noite, masculino/feminino, quente/frio, esquerdo/direito).

Em muitos momentos da nossa vida teremos dúvidas, pois a dualidade impera, faz parte da natureza do nosso planeta. Se virmos essa dualidade como conflitos, estaremos sempre balançando entre o certo e o errado. Para saber utilizar essa dicotomia em nosso favor, é preciso pensar em complementariedade e interdependência, porque uma perna depende da outra. Se não houvesse noite, não existiria o dia; se não houvesse o alto, não existiria o baixo. Se não houvesse a morte, a vida não prosseguiria.

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O processo de aprendizagem requer um esforço e equilíbrio constantes. Se afrouxarmos, não dá certo. Se fizermos força demais, também não dá certo.

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Na busca incessante por um modelo, devemos pensar, também, na sequência de fatos. Se olharmos para um determinado momento da vida e tirarmos uma foto, talvez o aprendizado não se dê por completo pois é necessário observar a continuidade da experiência. É importante perceber a contextualização para que se entenda a profundidade de um ensinamento. É por isso que Kardec afirma que o exemplo é o mais poderoso agente de propagação:

As brochuras, os jornais, os livros, as publicações de toda a espécie são meios poderosos de introduzir a luz por toda a parte, mas o mais seguro, o mais íntimo e o mais accessível a todos é o exemplo da caridade, a doçura e o amor.

E não tem ninguém melhor nessa materia do que O Amigo aí abaixo. Esse cara tá sempre de braços abertos, sempre nos espera. Por mais burradas que façamos, Ele nos espera. Ele sempre nos ajuda a suportar o fardo que carregamos ao errar, pois ele fala continuamente à nossa consciência. Vamos escutá-lO mais?

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8 de Abril – dia mundial de combate ao câncer

Hoje é o dia mundial de combate ao câncer.

O câncer é uma doença medonha. O meu avô teve câncer, a minha avó teve câncer e já perdi grandes amigos (querida Savana, que saudades!) por causa dessa doença.

Incrivelmente, o câncer é a doença crônica mais curável nos dias de hoje. Nos países desenvolvidos, cerca de 50% dos casos foram tratados. Já no Brasil, estima-se que este número seja menor, principalmente pelo fato de que os diagnósticos não são feitos precocemente.

No nosso país existe um predomínio de ineficiência educacional e falta de informação. Resultado: quando se descobre, a doença já avançou impiedosamente.

No Lar de Frei Luiz vemos esses casos com muita constância. Pela graça de Deus e pelos esforços e ajuda espiritual, muitos casos desenganados pela medicina tradicional têm sido revertidos e as curas se observam ao longo dos últimos 60 anos. Por isso, não é demais afirmar que, além dos tratamentos tradicionais, é preciso usar a fé, principalmente a raciocinada, coisa que tem sido esquecida de ser praticada, inclusive por muita gente espírita…

Blog que é blog…

Eu começo 2009 (atrasadíssimo por sinal) agora em abril. Reflexo da vida agitada, da família, do trabalho, das pendências…

Mas, blog que é blog só vale a pena ler quando é atualizado. Senão, qual é a graça de perder 5 minutos do seu dia me visitando e vendo só coisa velha?!

Uma das coisas que eu mais perturbo os que me ouvem é sobre disciplina. Quando temos disciplina, conseguimos realizar tudo que desejamos e sonhamos! E eu acabei sendo indisciplinado com meu blog!

Atenção: isso é uma denúncia contra mim mesmo.

Agora vou me disciplinar para atualizar o blog. Portanto, a atualização será feita às terças e sábados. Duas atualizações por semana para compartilhar conhecimento e trocar 2 dedos de prosa porque ninguém é de ferro, não é mesmo?

Próximo sábado (véspera de Páscoa, 2009) eu volto aqui. Aguardem. Conteúdo de alto nível filosófico-espiritual-educacional-humano-GenteTôBrincando da face do planeta!

É Natal!

É gente… chegou o fim do ano.

Geralmente a gente para pra pensar no que fez, no que deixou de fazer, nas bobagens que falou, nas coisas boas que saíram da boca e fizeram algum bem a alguém. No geral, sinto que eu fiquei na média. Não fui santo mas também não fui um demônio. Muita bola murcha e muita bola cheia, segundo a cultura popular.

Em geral, é por aí mesmo. Chegamos no Natal com um misto de dever cumprido e com uma lista de coisas pra melhorar. Dá uma certa deprê, mas é interessante focar nas possibilidades de realizações futuras. O ano novo se aproxima e uma grande quantidade de tarefas nos espera. O negócio é olhar para a frente e seguir, confiando que o dia de amanhã será bem melhor que o de hoje, assim como hoje foi melhor do que ontem.

As chaves que abrem as portas para a realização estão bem escondidas num lugar que nos é familiar: nós mesmos. Não adianta fugir, daremos milhares de voltas e chegaremos a nós mesmos. Não adianta botar a culpa em ninguém caso falhemos. Depende só da gente.

E é aí que entra a figura central de nossas vidas: Jesus.

Em sua simplicidade e majestade, Ele nos ensinou que o perdão e o amor são os caminhos para o Pai. Ele nos ensinou que temos que ter perseverança para vencer, porque os caminhos são difíceis e o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Ele nos ensinou que precisamos procurar e bater na porta, porque ela se abrirá; também nos fez ver como cada um de nós colhe aquilo que semeou. Ele nos ajudou a ver o mundo sob a realidade do amor. E é nossa tarefa fazer com que essa tarefa dele não se perca no mundo.

E é por isso que finalizamos esse ano com a apresentação que está disponível nesse link  (30MB – tem um vídeo grande nela). Essa mensagem simboliza o nascimento de Jesus nos momentos mais difíceis das figuras que acompanharam seus passos. Mesmo no anonimato, cada um de nós tem a figura e o semblante do Senhor a nos acompanhar. Juntemo-nos ao Mestre, mesmo que estejamos sozinhos diante do mundo. Ele não nos abandonará.

Feliz Natal a todos!